quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

GERMAN INFANTRY IN NORMANDY-Diorama

OPERAÇÃO LUTTICH, 116th Divisão Panzer, Oeste de Mortain, 6-7 Agosto 1944.
O rápido avanço do exército americano através do interior da França, saindo da região confinada dos bocages, ameaçou a estabilidade da fraca linha defensiva alemã na normandia, o que levou os alemães a organizarem uma contra ofensiva panzer que recebeu o codinome de Operação Luttich
O plano estabelecia um ataque desfechado por 3 divisões panzer, em direção a Avranches. Outras divisões de infantaria apoiariam o ataque.
Os principais elementos do avanço foram a 2nd Divisão Panzer e a 2th Divisão Panzer SS. A participação da 116th Panzer foi limitada à poucos veículos blindados e tropas de infantaria.
Nesta cena em questão, representei o Sturmpanzer IV da Tamiya no interior de uma grande edificação em ruínas, com as figuras a bordo sendo a de um grupo de panzergrenadiers iniciando o movimento de desembarque do carro de combate. Ao notar o caimento das lagartas.... podemos destacar um detalhe, que sugere um lento movimento do veículo, combinado com o movimento dos granadeiros para desembarcar do blindado....
O clímax da cena está no momento em que, enquanto o atirador da metralhadora Mg42 aciona a sua arma para cobrir o desembarque dos granadeiros, o comandante do panzer indica a direção da posição inimiga localizada....a coisa está ficando séria!
Fogo e Movimento: Era a garantia da sobrevivência dos panzers e dos granadeiros no campo de batalha. O sucesso da combinação das armas (infantaria+blindados) foi o notável feito da Wehrmacht, o que tornaria por toda a guerra, qualquer ataque panzer uma ação sempre muito ameaçadora para os aliados.
Panzergrenadiers da 116th Panzer: "...Via-se em seus rostos a expectativa pela batalha..."
Todas as figuras são Tamiya, bastante e exaustivamente modificadas, para ajustarem-se ao deck da parte de trás do blindado. Usei cabeças de resina da Warriors e Hornet ou Wolf. Um dedicado trabalho de pintura e desgaste, confere ao veículo um melhor realismo. O número tático do veículo foi pintado à pincel usando tinta a óleo da acrilex, sobre o zimmerit, uma vez que colocar decal sobre o zimmerit, deixa um modelo com uma aparência muito ruim.
Na Campanha da Normandia era comum os panzergrenadiers irem a bordo dos panzers que eles diretamente apoiavam até a linha de partida para o ataque. Os granadeiros também ajudavam a proteger o panzer da infantaria anti-carro do inimigo. Além do zimmerit, o kit da Tamiya recebeu uma intensa pintura de desgaste para ficar adequado à proposta da cena. As bandoleiras das armas foram feitas em papel e coladas com supercola(bonder). Foram pintadas em cor marrom escuro de tinta a óleo bem dissolvida em aguarráz. A cor vermelha (e feia) das bandoleiras que aparece nas fotos, é resultado de uma infeliz combinação de luz e posicionamento da câmara digital. Uma foto pode revelar um bom diorama, ou mesmo "assassinar" o trabalho de um modelista....
Observem o padrão antigo de uniforme (modelo 1936), botas, o armamento e cobertura camuflada no tecido padrão da Wehrmacht. Procurei selecionar e modificar as figuras conforme este critério, uma vez que na França em 1944, existia esta grande variedade de equipamentos em uso pela infantaria. (Variava tanto que tinha até guerreiro indo pra luta sem capacete!!!....deve ter perdido pelo caminho....)
Situando um diorama na França em 1944, é claro que não podemos deixar de adicionar algumas placas comerciais e de propaganda(Set do Verlinden), que foram coladas num ponto adequado da parede em ruínas e ajuda a destacar as marcas de "shrapnel"...
O Sturmpanzer IV da Tamiya foi construído direto da caixa e desde a construção recebeu tratamento especial para constituir esta cena: Aplicação de zimmerit, paralamas amassados, diversos equipamentos sobre o veículo....outros detalhes que refletem autenticidade são os divisional e tactical markings do blindado. Observe que aparece ainda, parte da cerâmica do piso da edificação, parcialmente coberta pelos entulhos das paredes destruídas.
A figura do tanquista atirador de Mg42 é em resina. A pintura de cor preta da Panzer Jacket, não está de todo incorreta, mas geralmente era comum de ser vista nas tripulações de panzers tais como o PanzerIV, Panteras e Tigers..... ou seja em carros de combate e não em panzers do tipo canhões de assalto. Observando as fotos de época, a cor mais correta da jaqueta ou da calça do tanquista seria o Field Grey. No meu entendimento, essa tonalidade de cor (verde ou cinza) normalmente seria a mais correta para ser usada no uniforme das tripulações de canhões de assalto.
Detalhes da estrutura do telhado: Muita madeira balsa....ou sendo mais prático; muito palito de fósforo, palito de picolé (não usado, é claro!) e plasticard. Adicione a isso, paciência.....paciência e muita paciência e vai muita cola também, do tipo Branca(escolar) e supercola, do tipo bonder. Por ser um prédio antigo, do tipo depósito, a edificação não tem forro, deixando o madeiramento do telhado à vista.
Visão da parte de trás do telhado onde é possível verificar a grande inclinação e o grau de destruição do telhado. Originalmente, nas habitações européias da época, as telhas eram de ardósia ou em madeira impreganados numa mistura que continha óleos que proporcionavam resistência ao material e impermeabilidade às condições do tempo.
Texto, Fotos e Diorama por autoria de Fábio Cunha.
Agradeço a sua Visita!!!