quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

DEMCHENKO'S 1/35th WW2 DIORAMAS

Em se tratando de dioramas e vinhetas sobre a Frente Oriental, temos em Vladimir Demchenko, o melhor modelista sobre o assunto. Ele é de Rostov-on-Don (Federação Russa). Os seus magníficos trabalhos, são de uma simplicidade na elaboração da cena, mas com o detalhamento na medida certa, que me agrada muito, pintura com muito capricho e a apresentação é muito criativa. Conheci o trabalho deste artista, ao visitar um site russo de modelismo militar, gostei do que vi e resolvi mostrar pra vocês. Espero que gostem desta pequena amostra publicada aqui e que observando as imagens do seu trabalho, possamos aprender alguma coisa nova, algo relevante que possa servir de inspiração para a realização de algum futuro diorama.



O primeiro diorama, da foto acima tem o título de "Angels of the Death". Este diorama com o kit do Waspe da Tamiya, chama-se: "Slavs, Take a Look!"




Um interessante diorama sobre italianos na Campanha do Deserto: "Tobruk on the Horizon". O tanque M-75/18 é da Zvezda e as figuras Royal Model e Italian Kits.



Diorama sobre a invasão de Creta: "Crete 1941". O set de figuras utilizado não podia ser outro se não o DML/Dragon 6070 German Fallschirmjager.







Uma data: "1941" É o título deste diorama sobre a Operação Barbarossa.



Seguem duas imagens de uma vinheta bem bacana para mostrar o set de figuras da DML/Dragon 6162 Winter OnSet na escala 1/35. O monte de feno tá um Show!!!!



O nosso modelista russo escolheu um apropriado título em alemão para esta vinheta:"Nach Moskau!"



Encerrando esta Galeria com o melhor do trabalho de Demchenko, um diorama com neve, tendo como temática a Batalha de Stalingrado: "Shadows of Stalingrad".






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terça-feira, 22 de novembro de 2011

DAN CAPUANOS 1/35th WW2 DIORAMA

Quando um modelista de militaria deseja fazer um diorama, ele na verdade, está partindo para um complexo desafio de modelismo bem feito, porque antes de mais nada um diorama é o melhor e o mais completo teste que vai revelar o grau da qualidade nas habilidades que possui um modelista. Afinal de contas, montar e pintar um tanque, veículo, canhão ou qualquer outro equipamento militar, assim como uma figura e apresentar de maneira isoladamente, sem uma cena, dá trabalho sim, mas eu considero com sendo o nível básico e elementar para qualquer modelista de militaria. Já a montagem de uma cena, a escolha das figuras, dos veículos e os prédios ou ruínas, a preparação e a execução da cena, isso sim requer um conhecimento em categoria mais ampla. O diorama ideal, é o reproduzido dentro de um contexto histórico, respeitando-se as características da época, onde o modelista deve planejar uma cena bem elaborada, com criatividade e dedicação na pintura das figuras, dos veículos e dos prédios, enfim precisa que o conjunto todo seja cuidadosamente trabalhado de maneira limpa e com muito capricho no acabamento, para que no final se tenha um diorama decente, que possa ser escrito em "D" maiúsculo. Este é um Diorama na escala 1/35 de um americano chamado Dan Capuano e seu trabalho apresenta melhor o que tentei explicar com as minhas palavras. Ele postou no Planetfigure e gostei disso e queria muito mostrar a vocês. Atenção aos detalhes, porque tudo na cena é detalhe........


Este diorama descreve uma cena de combate, nos escobros de Arnhem, pelos "Red Devils" os paraquedistas britânicos, em luta de rua na Holanda, em Setembro de 1944.


O diorama retrata os Red Devils tentando avançar em algum ponto das ruas de Arnhem, mas um de seus camaradas, o motorista do jipe aerotransportado, foi seriamente ferido na perna, por um tiro de sniper alemão. Observe o assento do volante do jipe.....show!


A cena foi muito bem elaborada e é intensa: O Oficial ajoelhado com a Sten e a equipe de PIAT tentam dar algum fogo de cobertura até que o motorista possa ser arrastado para um lugar mais seguro. O restante da tropa foram apanhados em terreno aberto e as reações são as mais diversas: alguns estão surpresos, outros agachados para evitar outro tiro, outros gritando em confusão e um par de soldados apontando na direção onde pensam que o tiro pode ter vindo.


Pode ser difícel dizer exatamente o que está acontecendo e o posicionamento das figuras na cena, ajudam a transmitir este estado de confusão e inquietação deste momento do combate.....


Os prédios, acredito que seja da autoria do autor, assim como o Bonde (Tram). A cena contém(até onde consegui identificar) 25 figuras. Muito das figuras são Verlinden, algumas modificadas até um certo ponto. O autor usou acrílicos Vallejo, juntamente com tintas a óleo(face e mãos) e pigmentos MIG para completar a cena. Este é um diorama não para se criticar os erros, mas se aprender muito.........mas muito mesmo, com os acertos. Este diorama é uma aula de modelismo.


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EUROMILITAIRE-2011

Estes são alguns modelos de dioramas e veículos militares que foram apresentados na exposição de modelismo da EuroMilitaire-2011 que aconteceu nos dias 17 e 18 de Setembro. Infelizmente não conhecemos os autores desses excelentes trabalhos, para dar o crédito das fotos. Vale a pena conferir a criatividade e a qualidade dos modelistas europeus:



Dioramas sobre o DAK sempre fazem muito sucesso em qualquer exposição. Este tem uma cena simples, mostrando o ambiente típico de uma vilarejo em algum lugar da vastidão de areia do deserto líbio. Destaque vai para a inteligência do modelista, pelo bom gosto em colocar um cartaz na parede do prédio. O colorido ajudou a quebrar a monotonia da tonalidade de areia dos elementos da cena.























Este é um Pantera Ausf/A do Pz.Reg.4 num cenário sobre a Frente Italiana em 1944. O zimmerit está muito bem executado.










































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terça-feira, 20 de setembro de 2011

WAFFEN GRENADIERS 1944-45

As figuras alemãs na Escala 1/35 são sempre mais populares entre os modelistas que cobrem o período da WW2, e este set de figuras da DML/Dragon, certamente que vai agradar......e muito!
Ao menos para mim, que gosta (e precisa muito...) de figuras para colocar nos dioramas, este conjunto é espetacular....

Possui 4 soldados bem típicos do período final da guerra e o conjunto é extremamente versátil, de poses casuais, podem ser combinadas com qualquer veículo da época de 1944-45 ou ainda, podendo cada figura ser usada em separado, para completar uma determinada cena em um diorama, ou colocados juntos e combinados com outros set's de figuras, para compor uma cena mais coesa, num diorama mais abrangente.

O que deixa as figuras mais atraentes, é que eles representam as Waffens SS, com os seus famosos uniformes camuflados. Estes 4 granadeiros das Waffens SS, são fielmente esculpidos em plástico. As poses são extremamente realistas, com os detalhes do uniforme camuflado bem reproduzidos. Destaque vai para a figura do NCO que está vestindo um casaco com o capuz puxado sobre o seu capacete de aço....tudo autenticamente bem recriado nesta miniatura em escala. O set de armamentos é Gen2 e as armas no conjunto inclui o sempre presente Kar98K, a MP-40, Stg44 e Panzerfaust 60.

Este set de figuras é ideal para dioramas sobre a Frente Oriental ou Ocidental. Pessoalmente, futuramente veremos neste blog, essas figuras vão aparecer em dioramas, que já estou desenvolvendo, e que vão tratar sobre as operações ofensivas alemãs nas Ardenas em 1944, Hungria em 1945 e Operation Nordwind 1945.

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sábado, 20 de agosto de 2011

PANZERWERFER 42

Este é o kit da Italeri do Sdkfz 4/1 Panzerwerfer 42 na Escala 1/35. A figura é em resina da Warriors e o uniforme de inverno foi pintado no padrão de camuflagem típico das Waffen SS.

O 150cm Panzerwerfer 42 Ausf SF, era um lançador múltiplo de foguetes, baseado numa versão blindada do caminhão meia-lagarta do Opel Blitz. Esta versão era designada como SdKfz 4/1 e consistia de um caminhão Maultier todo blindado com a capacidade de disparar 10 foguetes com o calibre de 15cm, do tipo Nebelwerfer-Zehnling 42 montados sobre uma estrutura de lançamento no teto do veículo. Observe que nesta imagem os foguetes não aperecem dentro de cada tubo do lançador.

Os tubos tinham um movimento de 360 graus e disparavam 10 foguetes de alto-explosivo ou foguetes de fumaça, com um alcance curto, de no máximo 6900 metros de distância. Outros 10 foguetes adicionais podiam ser estocados dentro do veículo. Os foguetes eram carregados pela parte posterior do lançador, onde cada foguete era conectado através de um conduíte e o disparo era feito através de um sistema elétrico. Logo abaixo da estrutura de tubos, existe uma pequena janela, que no kit da Italeri já vem moldada fechada, seria para abertura da mira ótica do tipo R.A.35.



O kit da Italeri do Panzerwerfer 42, aparece dois ítens que não foram montados, porque não eram comum de ser vistos em uso. O primeiro é a MG34, montado no teto do compartimento do motorista, enquanto que o segundo ítem, é a antena para o rádio interno, do tipo Fu.Spr.Ger.f. montado bem a frente, no lado direito da cabine blindada, perto das tampas de acesso ao motor.


Este kit foi montado direto da caixa, seguindo as instruções de montagem do fabricante. A exceção foram para as rodas da suspenção traseira, que tive que usar de outro modelo, porque as que acompanham este kit, não seriam as corretas para este veículo. O par de rodas com pneus frontais, foram substituídas por um modelo de melhor aparência, feito em resina. É necessária uma atenção especial na montagem deste modelo, uma vez que é preciso ter em mente que determinadas colagens, não devem ser executadas naquele momento, pois passaria por dificuldades quando da ocasião da fase de pintura e wheathering do veículo. Depois de ter encontrado uma solução (razoável) para a questão da montagem/pintura, o modelo recebeu uma base em spray do Tamiya Primer Fine White, que é um produto excelente e altamente recomendado para ser aplicado sobre o modelo antes de aplicar a pintura da cor definitiva.


Depois de seco, foi aerografado uma mistura preparada com Tamiya XF-57, XF-3 a 30% com XF-2 a 10%. Logo em seguida, recebeu uma capa bem aplicada de Verniz X-22, para proteger a tinta acrílica da Tamiya, do processo de weathering. Após 24 horas de secagem, o veículo foi envelhecido com as usuais tintas a óleo Raw Amber, Burt Sienna e Black, bastante diluídas em solvente mineral. No dia seguinte, apliquei o drybrushing, com uma mistura de várias cores a óleo, desde o Dark yellow, White, Sand, passando até por Military Brown.....tudo em várias camadas e por horas, até atingir uma aparência que fique agradável ao modelista. Pra finalizar, foram feitos os descascados de pintura usando várias misturas de tintas em tons metalizer, nas quais o steel, burt iron e gun metal foram algumas das cores em enamel utilizadas. Um leve pó de giz pastel seco, foi usado para deixar o veículo com uma aparência um pouco mais autêntica.


Texto, modelo e fotos: Por Fábio Cunha.


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quinta-feira, 21 de julho de 2011

GERMAN PANZER DIVISION IN POLAND, 1939

Este profile colorido, mostra os detalhes da pintura e as marcas táticas e divisionais de alguns veículos da 10th Divisão Panzer, durante a Campanha da Polônia, em Setembro de 1939. Serve como excelente guia de pintura e envelhecimento para os nossos modelos de kits de veículos militares alemães usados naquele período.


Este artigo encontra-se publicado na sua íntegra, na consagrada revista francesa de modelismo de militaria da SteelMasters 106 de Junho de 2011. Para os amantes do período inicial da WW2, a edição do mês de junho da SteelMasters é altamente recomendada. Só para constar: Aparece um interessante artigo de um diorama, na escala 1/35, com um kit do Renault AMR-35, nas cores do Exército Frances, durante a Campanha da França em 1940. Muito Bom!


A imagem é cortesia da SteelMasters.


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terça-feira, 28 de junho de 2011

DEMAG D7 SDKFZ 10 TOWING S.I.G 33

Este é o meu mais recente trabalho, onde utilizei um Revell Demag D7 e um Alan S.I.G 33 montados na configuração de um meia-lagarta alemão, rebocando um Obuseiro de Infantaria de 150mm. Acompanhe o resultado desta atraente combinação:

Estes modelos vão fazer parte de um diorama, sobre a Divisão Hermann Goering, durante os combates em Anzio, na Itália em 1944.

Na ocasião da postagem deste futuro trabalho que se encontra na fase de desenvolvimento, tratarei com mais profundidade, os detalhes da cena que vão envolver mais este outro interessante diorama.

O KIT DA REVELL, DEMAG D7:





O KIT DA ALAN, OBUSEIRO S.I.G.33:





Colocado num cenário, os kits da ALAN e REVELL ganham mais realismo......





*TEXTO, FOTOS E DIORAMAS: Por Fábio Cunha.


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

A MURALHA DO ATLÂNTICO- THE ATLANTIC WALL


1. A HISTÓRIA E O DIORAMA:
As defesas alemãs nas praias da Normandia faziam parte de um grande sistema de fortificações, conhecida como Muralha Atlântica (Atlantic Wall), destinada a defender a Fortaleza Europa de uma invasão anfíbia aliada. Depois que o Marechal Rommel assumiu o comando da frente de invasão no final de 1943, ele determinou a construção de elaboradas fortificações ao longo da costa da Normandia, acreditando que qualquer assalto anfíbio tinha que ser detido ainda nas praias de invasão. Este diorama apresenta a minha interpretação do que pode ter sido um exemplar dessas posições estratégicas, onde inclui também uma breve descrição desses sistemas defensivos e as características de construção típicas desses bunker, formidáveis armas letais, nas quais os soldados aliados tiveram que enfrentar, no amanhecer de 6 de Junho 1944.

2. FORTIFICAÇÕES DE CAMPANHA:

Tecnicamente falando, as fortificações alemãs na Normandia eram desenhos modernos baseados na experiência de combate.
Existiam diversas categorias que representavam a capacidade de resistência na construção de um bunker, a melhor começava com a categoria "E" que tinha 5 metros de espessuara nas paredes externas e no teto. Eram destinados para os bunkers do Führer e outros com atividades especiais, tais como os bunkers dos sítios de lançamentos das "armas-V". Os de categoria "A" eram os melhores para o padrão de fortificações militares e possuía 3metros de espessura. Algumas casamatas para canhões de grande calibre e alguns bunkers para Estação de Radar, eram construídos nesta categoria.


O nível das fortificações amplamente utilizada na Muralha Atlantica foi a de categoria "B". Possuía 2 metros de espessura e era normalmente destinada para as casamatas de canhões anti-carro e para os abrigos da tropa.


Várias técnicas foram usadas para camuflagem desses bunkers. A mais elementar delas era a de se procurar posicionar o bunker explorando ao máximo a melhor vantagem das condições naturais do terreno. Desde que fosse possível, o bunker podia ser coberto com terra e em alguns projetos de bunkers, havia uma pequena depressão no teto, o que permitia que fosse colocado uma estreita camada de terra ou leiva de grama. Apesar disso, algumas partes de concreto inevitavelmente ficavam visíveis. Outro procedimento comum, era usar redes de camuflagem, para esconder ou mesmo disfarçar a silhueta do bunker.


3. O TROBUK-PIT:

Os "Poços-Tobruk" era o tipo mais comum de bunker nas posições fortificadas ao longo da costa da Normandia. Construídos num muito amplo e variados estilos, na forma de pequenos bunkers, chamados assim depois que esse tipo de fortificações italianas foram usadas durante os combates em torno de Tobruk, no deserto líbio, em 1942.


No termo oficial alemão, "Ringstanden" todos possuíam a mesma estrutura característica, que era a de ter uma simples abertura circular para um armamento. Os Tobruks era normalmente usados como poços de tiro para as Mg's 34 ou 42, ou podiam ser destinados também para serem guarnecidos por um morteiro de 50mm. A estrutura dos Tobruks oferecia também um pequeno abrigo, logo atrás da abertura circular, que proporcionava proteção para a guarnição durante um bombardeamento. O acesso se dava através de uma porta situada na lateral ou na retaguarda do bunker.

Como os Tobruks eram de classe "B-1" (1,5 metros ou menos de espessura) eles geralmente eram construídos enterrados no terreno e com a terra colocada ao redor, formava uma camada de proteção adicional. Nesta configuração eles eram um alvo difícel para as tropas aliadas atacantes, pois não ficavam facilmente visíveis no terreno e somente podiam ser postos fora de ação através de um impacto direto.


4. AS "WN'S:

Wiederstandnest, é a denominação alemã para um ponto fortificado guarnecido por um efetivo, tamanho pelotão de infantaria. Algumas vezes era abreviado como "W" tais como aparecem nos mapas de Utah Beach, no setor defendido pela 709th Divisão de Infantaria. O termo "StP" refere-se como Stützpunkt para o ponto fortificado guarnecido por uma compania de infantaria.

Um "WN" típico possuía em torno de 5 Tobruks armados principalmente com MG's 34 ou 42, mais alguns morteiros, de 2 a 4 posições de canhões e 2 ou 3 bunkers de comando e abrigos para pessoal e suprimentos.

Além dos bunkers de combate, existiam uma variedade de outros bunkers defensivos nos pontos-fortes (WN's). Gerlamente cada WN podia ter 2 a 3 bunkers para as tropas da guarnição e 1 ou 2 bunkers de comando. Bunkers também foram construídos para estocar a munição e abastecimento.

As WN's eram cercadas com arame farpado, obstáculos anti-pessoal e anti-carro e algumas vezes com campo minado.

Dentro da WN's, trincheiras e poços de tiro, apoiavam os bunkers.

Devido a escassez de mão-de-obra especializada, os comandantes alemães tiveram que usar as suas tropas como operários, diminuindo o tempo dedicado à importante missão de manter a instrução tática da tropa. Algumas unidades eram empregadas 3 dias inteiros por semana em tarefas pesadas e a outra parte restante do tempo era ocupada no serviço de guarda das fortificações.


5. EXPLICATIVO DA CENA:

Neste cenário procurei resgatar aquele ambiente típico vivido durante o período anterior a da invasão na Normandia. Um grupo de oficiais de Estado-Maior do Exército, consultando os seus mapas e observando o terreno ao redor, continuam na tarefa de inspecionar as obras defensivas próximas da costa. esta posição abriga um bunker para o comandante de um pelotão de infantaria. A abertura circular no teto é típica dos "Tobruk-Pit" e no caso aqui é ocupado por uma MG 34, com a função de auto-defesa do posto de comando. A posta na lateral do bunker, leva a parte de trás da casamata no espaço destinado ao exercício do comando. Mesas, mapas e rádios completam o espaço físico no interios do bunker.

O set de figuras DML 6213 German Command Staff, serviram muito bem para formar a principal cena do diorama. Os mapas dos oficiais são impressos da Peddinghaus.

Nas figuras usei acrílicos Tamiya XF-65 Feld Green nas pinturas das túnicas e XF-54 dark Sea Grey para a pintura das calças com culotes dos oficiais. A exceção é para a túnica da figura do general que foi pintada também em XF-54. Na pintura da cor da pele, usei XF-15 como base e depois óleos acrílicos acrilex diluídos em terebintina para facilitar a aplicação na pintura da face e mãos.

As outras 2 figuras que ajudaram a enriquecer este cenário, vieram do kit DML 6574 "German Warriors" que especialmente para esta cena, selecionei para serem usadas com cabeças de resina do set Verlinden 1730 "Character Head Set". O motivo de mudar as cabeças foi dar um visual mais operário aos soldados, em sua árdua tarefa de melhorar as obras defensivas nos pontos fortificados. A expressão facial dessa cabeças de resina são muito melhores que aquelas que vêm no set da DML/Dragon.

Enquanto alguns vigiam, outros trabalham. As WN's eram ocupadas por tropas de segunda-classe, formadas de reservistas de mais idade ou muito jovens, equipados com armamento alemão mais antigo e uma coletânea de armas capturadas. Aquela figura do guarda é em resina da Warrior e foi colocada dentro da abertura circular do bunker. naquela posição a MG 34 tinha um movimento de 360 graus proporcionada por uma cinta metálica, que existia na parte inferior da abertura. Os sacos de areia, colocados na retaguarda formava "parede", uma cobertura e ajudava na proteção do poço de tiro. Observe o emprego da antiga MG15 montada no tripé, que possui uma mira anti-aérea e tem dois carregadores. Para um modelismo de qualidade, este set de figuras da DML/Dragon, são altamente recomendados, uma vez que a postura e o desenho do uniforme dessas figuras foram muito bem moldadas pelo fabricante chinês.


Diorama, Fotos e texto, por Fábio Cunha.



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